Museu do Prado
A pinacoteca mais importante da Espanha e uma das maiores do mundo: Velázquez, Goya, El Greco, Bosch e Rubens sob o mesmo teto.
- Entrada
- Parte gratuita, parte paga · €15 inteira · grátis nas duas últimas horas
- Tempo médio
- 2 h 30
- Melhor horário
- Na abertura (10h) ou na penúltima hora da tarde
- Onde fica
- Calle de Ruiz de Alarcón, 23 — Retiro
A dica: A entrada grátis das últimas duas horas (18h–20h de segunda a sábado, 17h–19h aos domingos) é real, mas a fila começa a se formar 40 minutos antes e o tempo lá dentro é curto. Se o seu interesse é de verdade, pague os €15 e vá de manhã.
O Prado guarda a coleção que os reis da Espanha juntaram ao longo de três séculos — e é isso que o torna diferente de qualquer outro grande museu europeu. Não é um panorama comprado por curadores: é o gosto pessoal de Carlos V, Filipe II e Filipe IV, que compraram Ticiano, Bosch e Rubens porque queriam vê-los em casa.
A história
O edifício de Juan de Villanueva foi encomendado por Carlos III em 1785 para ser um gabinete de história natural. A Guerra da Independência o deixou em ruínas, com as tropas napoleônicas usando o telhado como fonte de chumbo. Foi Fernando VII quem decidiu, em 1819, instalar ali as pinturas reais — em parte por pressão da sua mulher, Maria Isabel de Bragança, que não viveu para ver a abertura.
O museu nasceu com 311 quadros expostos. Hoje tem cerca de 8.000 no acervo e menos de um quinto em exibição permanente.
O que ver, se o tempo é curto
- Las Meninas (Velázquez, 1656) — o quadro sobre o qual mais se escreveu na história da arte, e que continua sem interpretação definitiva. Repare onde você está de pé: Velázquez pintou a cena do ponto de vista do casal real, e quem olha ocupa o lugar deles.
- As Pinturas Negras (Goya, 1819-1823) — Goya as pintou direto nas paredes da sua casa às margens do Manzanares, surdo e recluso, sem intenção de expô-las. Foram transferidas para tela nos anos 1870.
- O Jardim das Delícias (Bosch, c. 1500) — pertenceu a Filipe II, que o mantinha no Escorial. Ninguém sabe ao certo o que ele significa.
- O 3 de Maio de 1808 (Goya, 1814) — a pintura que inventou a forma moderna de representar a guerra.
Como visitar sem se esgotar
O erro clássico é entrar querendo ver tudo. São 15 quilômetros de percurso se você seguir todas as salas, e a fadiga chega antes da metade.
O museu oferece percursos de uma, duas ou três horas com obras selecionadas — estão no site e nos folhetos da entrada. Para uma primeira visita, o de duas horas cobre o essencial sem virar maratona.
> A ala de Velázquez e a de Goya ficam em extremidades opostas do edifício. Se você só tem uma hora, escolha uma das duas e faça bem, em vez de atravessar o museu duas vezes.
Perguntas frequentes
Vale a pena ir na entrada gratuita?
Depende do que você quer. As duas últimas horas do dia são gratuitas para a coleção permanente, mas a fila começa a se formar bem antes e o tempo lá dentro é curto — você entra com o museu já em ritmo de fechamento. Se o Prado é o motivo da sua viagem, pague a entrada e vá de manhã.
Quanto tempo reservar?
Duas horas e meia é o mínimo confortável para o percurso essencial. Quem tem interesse real em pintura passa facilmente meio dia, e ainda sai com a sensação de ter deixado coisa para trás.
Precisa comprar antecipado?
Nos fins de semana, em julho e agosto e na Semana Santa, sim. Em manhãs de dia útil fora de temporada costuma dar para comprar na hora sem espera relevante.
Informações conferidas em agosto de 2026 · fonte: museodelprado.es — preços e horários, conferido em 27/08/2026. Preços e horários mudam — confirme no site oficial antes de ir.