La Pedrera (Casa Milà)
O último prédio civil de Gaudí — fachada de pedra ondulada sem uma linha reta e um terraço de chaminés que parecem guerreiros.
- Entrada
- Ingresso pago · a partir de cerca de €25 a visita diurna
- Tempo médio
- 1 h 30
- Melhor horário
- Fim de tarde, para o terraço com luz baixa
- Onde fica
- Passeig de Gràcia, 92 — Eixample
A dica: Existe uma visita noturna com projeção no terraço, mais cara e muito mais concorrida. Se o seu interesse é a arquitetura e não o espetáculo, a diurna entrega mais pelo que custa.
Quando ficou pronta, em 1912, os barceloneses a apelidaram de *La Pedrera* — a pedreira — por deboche. A fachada de pedra ondulada sem uma única linha reta pareceu uma monstruosidade. Hoje é Patrimônio Mundial.
A história
Pere Milà e sua mulher Roser Segimon encomendaram o edifício em 1906 como prédio de apartamentos com residência própria no andar nobre. Foi a última obra civil de Gaudí, que depois dela se dedicou só à Sagrada Família.
A relação com os clientes terminou mal: Gaudí processou os Milà por honorários não pagos, ganhou, e doou o dinheiro a uma ordem religiosa. Roser Segimon detestava a casa e, quando Gaudí morreu, mandou redecorar o andar nobre em estilo Luís XVI.
A fachada é autoportante — não sustenta o edifício. A estrutura toda repousa sobre colunas e vigas de ferro, o que significa que qualquer parede interna pode ser removida. É um prédio de planta livre, décadas antes de isso virar princípio moderno.
O que ver
- O terraço, com as chaminés e saídas de ventilação transformadas em esculturas — as *espanta-bruxas*. Dizem que inspiraram os capacetes dos soldados imperiais de *Star Wars*.
- O Espai Gaudí, no sótão, com 270 arcos catenários de tijolo de altura variável, formando um corredor que parece um esqueleto. Abriga a exposição sobre os métodos de cálculo de Gaudí, incluindo as maquetes de cordas e pesos.
- El Pis de la Pedrera, um apartamento recriado como seria vivido nos anos 1910.
- Os pátios interiores, ovais e coloridos, que trazem luz até o térreo.
Como visitar
Há a visita diurna e a noturna, com projeção mapeada no terraço e taça de cava. A noturna é bem mais cara e mais concorrida.
> Se o seu interesse é a arquitetura, a diurna entrega mais pelo que custa — e o terraço com luz baixa do fim de tarde é o melhor momento do dia. A noturna é espetáculo, não visita.
Perguntas frequentes
Ainda mora alguém no prédio?
Sim. Alguns andares continuam sendo residências particulares, e há escritórios. A visita cobre o terraço, o sótão, o andar nobre e um apartamento.
Qual a melhor hora para o terraço?
Fim de tarde. A luz rasante acentua as formas das chaminés, e a Sagrada Família aparece ao fundo.
Vale o ingresso combinado com a Casa Batlló?
Não existe combinado oficial entre as duas — são administrações diferentes. Há pacotes de terceiros, mas conferir o preço somado dos ingressos oficiais quase sempre sai melhor.
Informações conferidas em agosto de 2026 · fonte: lapedrera.com, conferido em 27/08/2026. Preços e horários mudam — confirme no site oficial antes de ir.